segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Devaneio Mental no dia de Natal...

O logo da seção em franco andamento...

Nobre visitante, seja uma vez mais bem-vindo ao NETOIN! Mais!. Desta vez, a seção Devaneios Mentais será muito especial para você, isto porque a época pede para que algo mais diferenciado seja feito de forma apropriada. Obviamente, a minha pessoa está à falar do Natal.

É bem verdade que, em dados momentos, você pode achar que tudo não passe de uma farsa da mídia ou de costumes passados geração pós geração. Igualitariamente, você pode estar aguardando por aquele voto de Feliz Natal de uma pessoa, ou de um grupo de pessoas, e acaba não sendo correspondido como imaginava. Contudo, esta época do ano não deve ser vista unicamente como pretenciosa...

É o momento das festividades. Ficar ao lado de quem se gosta e realçar as juras sentimentais. Estar junto de seus familiares mais queridos, ou então daquele grupo de amigos que não pensas nunca em abandonar. Pode ser até sozinho, dependendo unicamente da razão para tanto e do que planejas fazer. O Natal é para ser comemorado com honestidade no peito, independente da situação.

Com isto em mente, este humilde blogueiro preparou um pequeno conto especial para você. A pequena Erica, que mostrou a sua triste história no Devaneio Mental anterior, volta para mostrar como que ela vê o Natal. Como que ela vivencia a data e, mais do que isso, o que ela espera de tal momento do ano.

Nobre visitante, sinta-se à vontade e aprecie o momento, que é para você. Um singelo presente natalino deste humilde blogueiro. Tenhas uma boa leitura.


#10 - Pensamentos de Natal...

A visão natalina da pequena Erica...

 

A pequena Erica lendo um livro de contos...

Era uma véspera de Natal. A família da Erica estava reunida em peso na casa de seus pais. Tios, tias, aqueles primos chatos e aquelas primas que só falavam de namorados e por aí adiante. O que dizer da avó da Erica, com aquelas perguntas já manjadas e, de certa forma, tão tediosas?

Mas a jovem garotinha sabia bem o que fazer. Ela não gostava de ficar em meio à tantas pessoas. Queria sempre se recolher em seu mundo, nos seus próprios devaneios, se distanciar daquilo que julgava ser tão chato e tedioso, mesmo com a pouca idade que ostentava. Após recepcionar os parentes em sua casa, junto de seus pais, a Erica foi comer alguma coisa e, rapidamente, correu para o seu quarto.

Aquele era o único lugar de toda casa em que a Erica sentia um mundo apenas seu, sem interferência. Recolhia-se aos mais variados universos possíveis presentes em seus livros, buscando neles aquele conforto e uma paz interior que, fora os seus pais, ninguém mais conseguia lhe ofertar.

Em sua estante, a Erica escolheu um livro à esmo puro. A capa alaranjada entregava uma publicação já lida em outras oportunidades, ou ao menos assim a garota pensava. Havia nele um marcador de página, indicando um último conto à ser lido. Para Erica aquilo representou uma surpresa inesperada, pois ela imaginava já ter lido todo aquele livro...

Mas a situação parecia dar início a uma aventura para ela. Como uma grande fã da leitura, a pequena Erica começou à ler toda a obra. O nome dela era um tanto quanto propício à época em que estava sendo vivida naquele momento: "Os Espíritos do Natal". Com um sorriso que corria as extremidades de seu pequeno rosto, a garota começou a sua aventura...

A medida que lia a pequena história, muitas eram as cenas que se passavam na mente da Erica. Uma criança como ela tinha de estar brincando com os primos e primas, no mínimo. Mas o seu olhar fixo e o modo calado de ser faziam com que as pessoas, incluindo os seus familiares, se distanciassem dela um tanto. Quando a leitura chegou no capítulo enunciado como "os valores natalinos", a pequena Erica começou a deixar que as lágrimas lhe escorressem por seu frágil rosto.

Ao ler sobre questões como desejos, anseios e frustrações, a Erica não viu outra saída para aquilo que não fosse atiçar a sua curiosidade e terminar de ler aquela história. Com os olhos fixamente presos ao livro, ela acabou lendo sobre as visitas de fantasmas, sobre a salvação de uma alma antes condenada e, por fim, viu um fechamento que a deixou muito sentida por dentro.

A Erica fechou o livro...

Instantaneamente, a garota se pôs à olhar fixadamente para a janela. Haviam pessoas andando pela rua, muitas delas fazendo aquela algazarra conhecida e promovendo o "caos natalino".  A Erica continuava à observar tudo com calma e precisão. Queria, talvez, assimilar o que acontecia lá fora com a história que havia terminado de ler. Uma garotinha, na mais tenra idade, já aprendendo certas lições da vida que, normalmente, apenas um adulto seria considerado apto à aceitar.

A Erica resolveu, então, abrir a porta de seu quarto. Seus familiares muito conversavam ali perto. Seus primos e primas brincavam na sala e, entre idas e vindas, aprontavam todas na pequena varanda de sua casa. Tudo que a garota queria era assimilar as coisas. Sua timidez não lhe permitia se convidar às conversas ou a mais pura traquinagem com as outras crianças de igual idade.

Faltavam cinco minutos para a meia-noite, e a Erica já se encontrava deitada em seu quarto, com os olhos abertos fixados para o teto. Queria apenas respostas. Mais do que isto, ela queria poder brincar e trocar ideias com  os outros que estavam em sua casa. Naquele momento, a Erica fechou suavemente os seus olhos, como quem fosse dormir...

Em questão de apenas quatro minutos, a Erica se pôs à chorar copiosamente. Estava entregue ao pesadelo que acabara de ter, no qual todas as pessoas do mundo haviam sumido, restando apenas ela e os demais animais em toda a Terra. A garotinha se sentia muito só...

Faltava um minuto para a meia-noite...

A Erica chorava tão forte, que sua  mãe a escutara e acabou entrando em seu quarto. Muito preocupada, a mulher questionou a filha sobre o que estava acontecendo ali, sobre o choro e sobre aquela expressão tão triste em sua pequena face. A mãe da Erica não havia recebido uma única resposta para nenhuma destas perguntas, mas acabou ganhando algumas palavras que fizeram uma diferença simplesmente ímpar para aquele momento...

A garota havia dito para a sua mãe que a amava muito, que não desgrudaria dela e que buscaria a felicidade. Mãe e filha se abraçaram em uma sintonia simplesmente antológica. Enquanto a mulher sorria como nunca, a criança continuava à chorar, mas naquele exato momento as lágrimas não mais eram de tristeza, mas sim de uma felicidade crescente e muito presente.

Quando havia dado meia-noite, ambas foram para a sala, pois a confraternização entre todos teria ali o seu início. A Erica estava junto de sua mãe, quando o seu pai sorrindo lhe abraçou e desejou à filha um Natal maravilhoso. Os demais parentes olhavam incógnitos para aquele abraço entre pai e filha, uma vez que a Erica dificilmente assim se deixava mostrar para os outros.

Aquele dia de Natal havia ganho um significado além da compreensão da Erica. A história por ela lida, naquele livro, fez com que o subconsciente da garotinha subisse por vários degraus. Uma mudança poderia estar ali iniciando-se na vida dela...

Mais interessante do que saber sobre as passagens de tal história lida pela Erica, está apenas uma certeza: o espírito de Natal havia começado à entrar na mente e no coração daquela menina. Poderia ser assim com toda a humanidade, mas em vias de fato, a Erica acabou sendo a preterida pela reflexão. E com um lindo sorriso em seu rosto, a jovem viu os fogos de artifício na rua, junto de todos que em sua casa estavam para aquele dia tão especial...

Certamente a Erica não mudaria tão facilmente o seu escopo comportamental. Mas o início foi ali dado, e ela pode finalmente dizer Feliz Natal com muita vontade e honestidade em seu coração...


~  fin   ~


Um Feliz Natal para você, amigo visitante!


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