sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #7]

Segue a aventura!

[capítulo anterior: aqui]

Se a Lady A estava possessa de raiva, a Erica (em sua forma de Erikina a heroína) esbanjava cautela no olhar. Até porque em sua frente estava ela, Lord, com sua imponência visível e grotesca (apesar da pouca altura do mesmo). O cenário era bem desolador, pois a dupla Bynha e Pigmorim ainda estava no chão (literalmente) e a porta daquele casebre não mais existia (após certas explosões durante as lutas que ali perto ocorreram).

Lord era um vilão. Suas intenções não estavam muito claras para os presentes, mas em sua mente doentia ele sabia o que queria. O tangível para tal ser era o poder absoluto, total e pragmático. Seu discurso na face de Lady A voltara com imenso vigor.

- Lady A, deveria admitir que tu perdeu a vontade de cantar após aquele terrível incidente... Lhe ofereço minha humilde condolência e apelo sentimental sobre o caso [com ironia na face]. Entretanto, não tenho a intenção de ajudá-la. Vou aniquilar você agora, para que a humana ao seu lado não tenha nada para aprender, nem muito menos por fazer - Lord encerrou sua fala suspirando baixo
- Seu frande verme... - disse Lady A para Lord, bem irritada - Quem você pensa que é? Eu sei... Não... Eu tenho certeza que foi você quem armou tudo aquilo no "Show do Mais Popular", quando eu estava no palco cantando para todos ali... Passei muita vergonha naquele dia...
- Cara Lady A, já disse muitas vezes para ti que nada fiz. As coisas aconteceram com propriedade natural e absoluta. E faço um adendo: isto de nada importa agora. Não deixarei que tu cumpra a missão de guia desta garota!
- Guia? Eu? Como você ficou sabendo... - Lady A é interrompida por uma voz vinda do chão

- Não seja booooobbbbbaaaaaa!!!! - berrou lá do chão a Bynha
- B-Bynha? Você está bem? - perguntou chorando a Erica, indo de encontro a sua amiga
- Erica, não posso falar muito agora [cof, cof]... Mas a Lady A ela tem... Tem o que você precisa para todo o seu poder aparecer e... E... Ahhhhhhhhhhhhhhhh
- Bynha!!!!!!!!!!

A Bynha tinha sido interrompida por Lord que, com um movimento de sua mão, tirou a jovem do solo e a levou até a sua frente.

- Solte a Bynha, seu malvado!!!!! - gritou a Erica, sem sucesso algum

Lord não ligara em nada para a fala da terráquea. Na visão dele, a Erica não passava de uma garotinha comum e totalmente inofensiva, mesmo trajada como alguém que poderia ter algum poder oculto. Dito isto, o grande senhor malvado começou a falar com a Bynha.

- Sabe, Bynha, você é um ser extraordinariamente inteligente. Pena que é meio inocente, pois não nota o perigo que corre, sua inútil. Minha vontade inicial era de sequestrá-la e deixá-la sob os cuidados da Bethin, mas acabei mudando de ideia para algo mais usual...
- Urrrggghhhh - se contorcia a Bynha pelo poder de Lord
- Você representa perigo para mim e para o que anseio buscar. Eu acharei o Item Maravilhoso, farei meu desejo singular e, com isto, dominarei este patético mundo para todo o sempre. E como disse-lhe antes, tu é uma ameaça e não posso permitir que viva... Mas não se preocupe, pois será indolor e rápido o processo de sua ida para o além...
- Urrrrggggggghhhhhhhhhh!!!!! - gemia com muita dor a Bynha, envolta por um turbilhão de poder que a sufocava lentamente

A Lady A olhava assustada para aquilo. Ela sabia o que fazer mas lhe faltava coragem para tanto. A Erica se virou para ela lacrimejando, pois queria ajudar a Bynha e não se via em condições mínimas de poder ter uma ação definitiva para tanto.

- Lady A, o que eu d-devo f-fazer? - perguntou de forma incrédula a Erica para a Lady A, que nada respondera

Enquanto a Bynha estava sentindo na carne o poder de Lord, uma voz do chão se fez lançar para Lady A, em um misto de raiva e ação conclusiva.

- Não seja idiota, Lady A! Você... Sabe o que tem de fazer! - disse Pigmorim, fazendo um sinal de positivo para a moça de kimono multi-colorido

Ela, Lady A, começou a olhar fixadamente para Erica que, por sua vez, ficou quieta.

- Eu não deveria fazer isto, mas vou fazê-lo! Erica, prepare-se! - disse Lady A
- Eu não sei o que você p-pretende...
- Apenas confie em mim. Não poderei fazer isto mais uma vez... Na verdade, queria ter de usar disto mais para frente, mas não tenho escolha...

Enquanto Erica e Lady A se encaravam, a Bynha gritou por ajuda....

- Socorro!!!! Quero ser salva!!!! Quero limonada!!!! Mas primeiro, me saaalllvvveeemmmmmm!!!!

O que ocorrerá?

~ próximo capítulo em 03/12/2013 ~

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Um pouco sobre o autor do NETOIN! Mais!
Carlírio Neto
Carlírio Neto, uma pessoa que aprecia as coisas mais simples que a vida pode oferecer. Gosta das culturas japonesa, brasileira e latino-americana. Aprecia passeios e uma boa leitura. Gosta de lançar seus contos e histórias para o mundo ver e, quem saber, poder algo delas publicar algum dia. Prazer em conhecê-lo, nobre visitante.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #6]

Olha a chamada...

[capítulo anterior: aqui]

Uma densa nuvem negra pairou sobre aquele lugar...

A situação não estava bem para ninguém. Aparentemente só era possível notar os corpos cansados de Bynha e Pigmorim estirados no chão, enquanto a dupla Bethyn e Nanozaki olhavam com tom de desprezo para aquela humana com roupas escolas dizendo ter super poderes, ou algo próximo à isto.

Com este ambiente, a primeira pessoa que tomou voz de ação foi a Lady A que, olhando para a Erica, começou a conversa...

- Erica, escute bem... Aquelas ali são as mais poderosas asseclas do Lord. A de cabelos vermelhos e com ataque de braços invisíveis é a Bethin. A outra, que usa de equipamentos de literatura e escrita para desferir seus golpes é a Nanozaki. Elas já fizeram muito mal por aqui em nome daquele corno do mal...
- Mas, Lady A, o que devo fazer na realidade? - perguntou Erica
- Apenas lute... Descubra os seus poderes!

Nisto, uma risada sinistra saiu da boca de Bethin.

- Ho! Ho! Ho! Ho! Se não é a falida Lady A...
- Quem você está chamando de falida? - retrucou com ferocidade na voz a Lady A
- Ora... Você devia muito, não é mesmo? Seu estúdio de música mequetrefe foi vendido por uma pechincha. Claro que Lord o adquiriu e o desmontou por completo, sem deixar lembranças...
- Sua miserável... Eu deveria...
- Calma lá! - retrucou a Bethin - Mais um passo seu e lançarei meu ataque poderoso para cima de ti, com todo o meu poder! E não pense que serei impiedosa como o Lord, pois realmente eu a aniquilarei.
- Grrrrrrrrrrr!!!!
- Veja o lado bom disto, Lady A, pois você poderá voltar para aquela bola de cristal (sem wi-fi) e ficar lá para todo o sempre... Ho! Ho! Ho! Ho!

A Lady A ficou possessa. Seu semblante era de muita raiva. A Erica notou isto e ousou dirigir algumas palavras para a Bethin.

- Escuta, não sei ainda quem você é, mas chega de causar tanto mal! Não vou permitir que...
- Cale-se sua inútil! - interviu Nanozaki, apertando um de seus grampeadores venenosos - Acho que você não se deu conta da situação... Como já citou certa vez o aclamado Alks Lauks Bucks (conhecido filósofo daquele estranho mundo), tudo tem de estar à mercê do mais forte. Lord é o mais forte. Nós estamos um nível abaixo dele apenas... E você, humana insignificante, não é ninguém para nos incomodarmos...

A Erica olhou para baixo, frustrada. Mas sorriu timidamente e, erguendo aos poucos sua cabeça, respondeu para a Nanozaki...

- Será que sou tão inútil assim, senhorita Nanozaki?
- Senhorita? Eu, senhorita? Que ousadia é esta? Eu sou uma dama literária, meu poder é assombroso! Não me faça ter que desferi-lo em você, pirralha!
- Bom... Acho que... Terei de fazer algo... - respondeu Erica, com toda a calma do mundo

Logo após tal resposta, a Erica (em sua forma de Erikina, a garota mágica) estendeu sua mão direita e lançou uma rajada de poder na cor azul em direção a Nanozaki.

- [fuuuutttttt] Tome isto! - gritou a Erica (como Erikina)
- [pof!] Hã... Qual é a sua... Foi para me fazer cócegas ou o quê?
- C-como? Eu lhe ataquei! Sinta alguma dor!!!!
- Hahahahahahaha! Desculpe, mas acho que terei de destruí-la!

Nisto, um grito ensurdecedor saiu da nuvem escura...

- Nanozaki! Bethin! Parem vocês duas!

Na sequência, a Lady A olhou fixadamente para a nuvem e proclamou o fato...

- Não pode ser... É ele... O Lord, seu grande corno!!! - e a Lady A passou a olhar com raiva para o chão

Um homem saiu daquela nuvem e desceu ao solo. Trajava um sobretudo na cor azul, com detalhes em marrom. Um símbolo estranho era carregado em seu ombro direito, na forma de estampa.Não era muito alto, mas sua dicção assustava mais do que as suas ideias de domínio daquele mundo. Este era o Lord em pessoa.

A Erica suava frio, mesmo em sua forma de Erikina. A Bethin e a Nanozaki olhavam sérias para baixo, vendo seu mestre começar a proferir as primeiras palavras...

- Nanozaki... [suspira] Bethin... [suspira] Eu acredito ter deixado bem claro para vocês duas que era apenas para se apresentarem, e não para demonstrar um poderio bélico maior do que o estimado. Certamente, a humana estrangeira e a Lady A devem ter se assustado muito.
- Canalha! Cínico! - respondeu a Lady A
- Ora essa, cara Lady A. Parece-me que estás nervosa com alguma coisa. Posso lhe sugerir um bom suco de maracujá?
- Já eu te mandarei o que fazer com este suco de maracujá, seu corno! Bastardo! Seu grande...

O Lord deu um tapa no rosto de Lady A. Estranhamente ele usou de uma luva branca para fazê-lo e, mesmo não impregnando força no ato, o mesmo foi doloroso. A ação dele relembrou (de certa forma) como eram feitas as formalidades de batalha séculos atrás, em um certo País do mundo da visitante Erica.

- Canalha... - respondeu com raiva a Lady A

Nisto, o Lord apenas olhou torto para as suas asseclas. Elas entenderam de imediato o recado e começaram a se despedir...

- Ora, ora... Em breve nos veremos novamente, Lady A. Terei o maior prazer em acabar contigo... - disse Bethin
- Hum... Consultarei meus poderosos alfarrábios para acabar com você, terráquea inútil! - desferiu a Nanozaki

Tanto Nanozaki quanto a Bethin sumiram, deixando o Lord com a Lady A e a Erica. O Pigmorim e a Bynha ainda estavam estirados no chão...

O que acontecerá?

~ continua em 29/11/2013 (sexta) ~

"Uma Jornada pelo Item Maravilhoso"
Agora todas as terças e sextas, aqui no NETOIN! Mais!

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Carlírio Neto
Carlírio Neto, uma pessoa que aprecia as coisas mais simples que a vida pode oferecer. Gosta das culturas japonesa, brasileira e latino-americana. Aprecia passeios e uma boa leitura. Gosta de lançar seus contos e histórias para o mundo ver e, quem saber, poder algo delas publicar algum dia. Prazer em conhecê-lo, nobre visitante.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ferimento Cruel [Capítulo Final] - O que era tudo isto?


A chamada oficial.

[capítulo anterior: aqui]

A Sandra não fazia ideia do que a esperava. Na verdade, ela nem tinha muita noção do risco que podia correr ao tentar ser honesta. Mesmo com tais características pesando contra ela, somados aqueles três mil Reais que ainda cheiravam a cédulas monetárias novinhas em folha dentro daquela bolsa, ela resolveu ir até a delegacia.

O percurso era curto, mas na mente dela parecia ter durado anos. Passo à passo, como quem contava pedras em uma rua sem asfalto, a Sandra continuou a sua caminhada até o julgado lar da justiça e da confiança. Contudo, imperava na mente dela o medo. Jamais ela havia entrado em uma delegacia. Não sabia o que poderia esperá-la lá dentro.

Poderiam estar todos lá dentro esperando pelo dinheiro que ela carregava. Mas isso era algo que a moça carregava em sua mente, pois não tinha como alguém saber de tais valores. A não ser, claro, que o proprietário original daquela quantia desse conta da falta da mesma e fosse à delegacia fazer um boletim de ocorrência (o famoso B.O.).

A Sandra era constantemente apedrejada pelos seus próprios devaneios mentais.

Enfim, ela havia chegado a dita delegacia. Uma porta simples. Passos tímidos adentraram naquele lugar, em uma referência clara à jovem Sandra que ali chegara. Entretanto, uma cena logo no primeiro balcão da delegacia chamou a atenção dela. E provavelmente seria um carma para toda a sua vida, pois ali havia uma senhora de idade clamando por auxílio e misericórdia da policial atendente.

Aquela senhora havia dado todas as características que batiam, exatamente, com o ponto de ônibus no qual a Sandra estivera dias atrás. A senhora explicava à policial que havia deixado a bolsa cair ao entrar no ônibus terrivelmente lotado, que só deu falta deste item horas depois (até porque ela carregava consigo outras duas bolsas fora esta). Desnecessário enfatizar que, embora meio inocente, a Sandra estava achando tudo aquilo muito estranho.

Ainda assim, a moça criou coragem e foi até lá. 

A Sandra chegou no balcão pedindo licença e mostrando a bolsa para a policial e aquela senhora. Falou do ponto e que havia ficado com o tem, mais o dinheiro de ali dentro, pelos últimos dois dias, pois não tinha a mínima noção sobre o que fazer. De tudo tinha medo e por aí se seguia. Infelizmente para ela, aquela senhora entrou em estado de nervosismo absoluto após ouvir a Sandra pois, para ela, tudo aquilo não passava de mentira.

A idosa estava totalmente crente de que a Sandra a havia roubado. Além disto ela deu com o dedo na face da moça, dizendo-lhe coisas intragáveis e horríveis. A jovem encheu os olhos de lágrimas e passou a visualizar a policial, no intuito de chamar a atenção da mesma para que interferisse sobre o que ali ocorria. De certa forma a profissional como replicante das leis realmente agiu, mas não da forma que a moça esperava.

Ela, a Sandra, foi acusada de roubo pela policial.

Não adiantaram as explicações. As lágrimas não surtiram efeito. A representante da lei à frente da Sandra deu voz de prisão para a mesma no ato, por roubo qualificado. Parecia que as palavras daquela senhora de idade tiveram um peso maior do que se podia imaginar. Em meio a tal ambiente e situação, a jovem protagonista não pensou duas vezes ao executar a melhor ação possível para aquela ocasião.

A Sandra correu dali em disparada, com a bolsa e o dinheiro que dentro dela estava.

Não havia para o que ligar naquela situação que havia se formado. Chorando e aos berros de inocência, a moça saiu correndo da delegacia. No encalço dela estava a policial e mais outros dois colegas de profissão. Uma quadra de largas passadas e o Astolfo, seu colega de trabalho, aparecera em sua frente. O rapaz nem teve tempo de perguntar sobre o que ali acontecia, pois a Sandra o empurrara pedindo desculpas e continuou a correr sem direção, enquanto os três representantes da lei continuavam a persegui-la.

Ela chorava e gritava, até que...

[som do despertador eletrônico]

Alguém acordou suando frio em um pequeno apartamento, localizado em um bairro de Curitiba. Uma jovem havia tido um estranho e pesado sonho, no qual a polícia a perseguia por causa do dinheiro em uma bolsa. Tal devaneio mental pertence à jovem que vive naquele lugar, sendo que a mesma tinha vindo viver na capital após a morte de seus pais.

Seu nome era Sandra.

Aquele tinha tudo para ser um dia normal. Sem direito à luxúrias, a Sandra se arrumou rapidamente para tomar um café da manhã deveras básico, pois precisava ir ao trabalho. Era cedo demais mas assim era necessário fazer, uma vez que ela trabalha na região metropolitana da capital, em uma área que não tinha integração do transporte coletivo, implicando à jovem ter de pagar por dois ônibus para poder executar as suas atividades empregatícias.

E ela se dirigiu ao ponto de ônibus, com aquele estranho sonho na cabeça.

Ao chegar no lugar ela ficou frustrada, pois o ônibus havia acabado de sair. A Sandra se sentiu tão para baixo que resolveu se sentar em uma pedra no chão. Feito isso ela olhou para o lado direito, e lá estava uma bolsa similar ao de seu sonho e...

Pobre Sandra...
Mais um ferimento cruel está a sua espera.

 ~ Fim  ~

À partir da próxima semana, o espaço desta recém terminada série passará 
Ao final da mesma, uma nova série será aqui publicada.

Grato por sua atenção e por ter acompanhado 
"Ferimento Cruel" até o fim, nobre visitante.
Foi a primeira aventura de minha pessoa com uma
história episódica, e espero que a mesma possa ter
sido de vosso agrado.

Até a próxima!

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #5]

A chamada.

[capítulo anterior: aqui]

Dentro da morada de Bynha, Erica e Lady A conversavam abertamente. De um lado, a humana totalmente sem saber o que fazer. Do outro lado, por intermédio da bola de cristal de última geração (modelo sem wi-fi) estava a Lady A, que tinha por meta estabilizar o emocional da Erica e mostrar para a jovem terráquea o quão importante ela era, naquele momento.

Entretanto, do lado de fora, a situação não era nada confortável...

-Nããããããooooooo!!!! - esbravejava Pigmorim
-Ora, ora... Cadê a valentia de um homem? Será que a falta do RiringoRingo é tanta assim? Sem ele você não é nada, um verdadeiro imprestável!!! - exclamou Nanozaki para o seu adversário
-Eu... Preciso vingar a minha criação que você destruiu... Você verá, Nanozaki!
-O que você pode fazer, reles infeliz?
-Eu posso fazer isso! HOMURANO!!!!!

Com esta chamada, Pigmorim executou seu golpe supremo, no qual a face de uma garota de longos cabelos negros e olhar vazio pairou na frente de Nanozaki, paralisando-a graças ao puro nervosismo que tal imagem criara para ela.

-Seu miserável!!!!
-Ora essa... Quem pode mais agora, Nanozaki? Agora você sentirá minha ira!!!!!

Do outro lado da rua estavam Bethin e Bynha, em uma luta de alto contraste e muita emoção (diga-se de passagem).

-Ho!Ho!Ho!Ho!Ho! - ria de com muita sátira no olhar a Bethin
-Opa! Opa! Pode parar... Estou abastecida com muita, mas muita limonada (arroto de leve), e você não me impedirá, Bethin! Whooooo!!!!!! - esbravejou Bynha
-Pobre criança... O que você pode fazer contra mim agora?
-Eu posso... Eu vou... Eu devo... Te derrotar!!!!! Poder da Pomba Gira Suprema!!!!!

Com este chamado, a Bynha concentrou toda a sua força em uma espiral escarlate, que ficou maior em três vezes da altura normal da carismática criatura. Dito isto, tal item foi lançado com força em direção da Bethin. Mas...

-Sua amadora!!!!! Sucção Vermelha!!!!!

Com tal chamado, a Bethin invocou o poder de seus braços invisíveis de médio alcance. Mas a quantidade dos mesmos (seis ao todo) foi o suficiente para bloquear a espiral lançada por sua adversária, que não acreditou no que tinha acabo de presenciar.

-Não... Acredito... [puf! puf!] Eu vou... Lhe derrotar...
-Pobre criança... Serás derrota e o item maravilhoso será do grande Lord!!!!!!

Os dois embates prosseguiam lá fora. Neste meio tempo, dentro do humilde casebre de Bynha, a Erica lacrimejava ao olhar para a porta, só por escutar os barulhos e os gritos que vinham do lado de fora. Nisto, a Lady A resolveu falar algumas boas verdades para a pequena terráquea.

-Escute, Erica... Você foi chamada porque tem um grande poder... Este poder tem que ser liberado!
-Mas, por quê eu? Eu sou uma criança comum...
-[respiração profunda] Em seu mundo você é comum, mas aqui você é especial, Erica, e...

A Lady A foi interrompida, pois lá fora a Bethin e a Nanozaki haviam gritado algo muito especial juntas, e seguramente não foi nenhuma palavra de amor...

-Morram vocês dois!!!!!

Nisto, a Erica se virou para a bola de cristal e clamou pelo auxílio da Lady A.

-O que eu devo fazer, Lady A? Eu QUERO AJUDAR!
-Seu desejo é uma ordem, guerreira Erica...

Nisto, uma aura saiu da bola de cristal (que não tinha wi-fi). Desta aura se formou uma moça que trajava um kimono de múltiplas cores. Tinha detalhes em vermelho, preto e azul. Um tipo de chocalho mágico florido em toda a sua extremidade e ponta, na cor amarela, era segurado por uma de suas mãos. Uma linda tiara verde pairava sobre a cabeça dela...

-Esta é minha verdadeira forma, Erica! - disse Lady A, com uma voz de cantora lírica
-[surpresa] Mas... Mas...
-Sim? - perguntou sorridente a Lady A
-Você é tão baixinha quanto eu e...
-[tombou de pernas para o ar] O que isso importa, criatura? - esbravejou a Lady A
-Desculpa! Desculpa!
-Ah... Muito bem... Ao toque do meu chocalho mágico, lhe concederei os poderes necessários... Respire fundo, Erica...
-Sim, por favor. - respondeu suavemente a Erica

Lá fora, Nanozaki e Bethin estavam prestes a aniquilar seus oponentes (Pigmorim e Bynha, respectivamente), quando elas ouviram um grito vindo do casebre...

-Podem parar com isso!!!!

A Nanozaki olhou para a porta e questionou a Bethin.

-Quem será?
-Não faço a menor ideia...

Uma explosão. A porta se partiu em cento e cinquenta pedaços bem contados. De lá saiu uma guerreira trajando uma camisa do tipo escolar, com uma saia até os joelhos, sandália e uma tiara azul simplesmente linda em sua cabeça.

-Bethin! Nanozaki! Podem parar. Eu, Erikina (a Erica transformada em guerreira), punirei vocês em nome da Terra!!!!! - fez uma pose estranha após isso, mas ok...

Não houve tempo para amabilidades, pois uma nuvem negra pairou sobre todos naquele momento. A Lady A, que assistia a tudo, começou a dizer palavras muito fortes...

-O grande miserável está vindo aqui...

Quem será?

~ continua em 26/11/2013 ~

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Carlírio Neto
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Ferimento Cruel [Capítulo #5] - Uma corrida desesperada...

A chamada prossegue...

[capítulo anterior: aqui]

A Sandra estava perdida consigo mesma. Não tinha a mínima ideia sobre o que fazer e como agir. Tudo que ela possuía, naquele fidalgo momento, era aquela bolsa com três mil Reais devidamente contados em seu interior. Aquele dinheiro ressoava forte na mente da moça, com menções que variavam do "gaste-me" ao "devolva-me".

Gastar tal quantia, atualmente, é algo muito fácil de se fazer. Ela não tinha celular, e por aí já podia começar uma boa compra. Com uns seiscentos Reais adquirir um aparelho bom era perfeitamente possível. Quanto ao montante restante, ela poderia depositar mil Reais no banco (na sua conta poupança que há meses não sentia o frescor de um depósito sendo nela feito) e, com os mil e quatrocentos que haviam de serem gastos, ela poderia aproveitar para tirar um final de semana no litoral de Santa Catarina ou na região dos Campos Gerais, que ela sempre amou de longa data....

Sentada sozinha no banco daquela praça, a Sandra realmente chegou à pensar em gastar aquele montante. Mas havia o outro lado da questão, que também era feroz e persistente. Tratava-se do ensejo em devolver o dinheiro, que dominava a outra metade do cérebro dela.

Mas não havia para quem devolver a quantia daquela bolsa. Até pode existir quem sinta a falta dos valor (e até da bolsa propriamente dita), mas já havia se passado um pouco mais de um dia desde que a Sandra havia encontrado o item com dinheiro dentro. Sua honestidade era gritante, na mesma proporção que seu temor da sociedade ao seu redor, que lhe formava o ambiente hostil e derradeiro de toda a questão.

Decididamente, a Sandra não sabia como agir apropriadamente.

A única real certeza daquele momento estava atrelada ao fato de ele ater de definir sozinha se iria à delegacia local ou não. Tudo poderia ser ali resolvido. Ao menos, em tese. A Sandra custava a acreditar que seu colega de trabalho, Astolfo (popular "Chiquinho"), não poderia acompanhá-la até o último instante nesta empreitada.

Já se passava do meio-dia e a barriga da jovem roncava demais. Ela estava faminta. Precisava algo comer com alguma urgência. Não sabia como fazer naquele momento, pois sua real vontade era de dar um ponto final naquela situação tão estranha que a envolvia junto de tal bolsa com dinheiro dentro.

Pensar. Respirar. Levantar a cabeça...

A Sandra ficou cerca de quinze minutos repetindo tais ações no banco da praça. A delegacia estava a apenas duas quadras dali, não iria demorar em nada andar até lá para resolver logo toda esta situação. A mente dela era mais forte que as contrações no estômago causadas pela fome que aparecera.

Então, eis que a moça chegou ao veredicto final...

~ capítulo final em 22/11/2013 ~

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #4]

A chamada oficial.

[capítulo anterior: aqui]

A Bynha tremeu em suas bases ao ouviu pela voz que clamava (ironicamente e assustadoramente) pela sua irrefutável presença do lado de fora. Instintivamente, a criatura daquele estranho mundo resolveu olhar para trás, em direção a Erica, pedindo por sua atenção de uma forma corajosa e altamente recomendável.

-Socorro! Por favor, socorro Erica!!!!! - gritava e chorava a Bynha, com o típico olhar de incerteza na face.

A Erica ficou sem reação. Ela começou a entender que a situação ali não era para muita brincadeira, muito embora as conversas de até então sugerissem exatamente isto. Mas a terráquea relutou fortemente, não exibindo nenhum tipo de resposta positiva ou negativa ante ao chamado de sua anfitriã naquele mundo.

Pigmorim olhava para o choro de sua amiga e a incerteza daquela garotinha da Terra e ficara muito, mas muito zangado. Ele não conseguia esconder seu ódio misturada à raiva daquele momento pois, como já se não bastasse ver uma declaração ao vivo do Lord em rede mundial (pela bola de cristal sem wi-fi), ele ainda tinha acabado de escutar um chamado eloquente da Bethin lá fora, clamando pela presença da Bynha para si.

Para aumentar um pouco a situação desesperadora, as provocações continuavam na parte externa da humilde morada de Bynha...

-Bynha! Você não esqueceu de minha voz! Não pode ter esquecido! Eu sou a guerreira dos cabelos vermelhos, de grande poder, que aplica o terror do gore à todos os pequeninos deste mundo e vim aqui para reivindicar a sua vida para mim. Palavras de Bethin, a poderosa! Mwahahahaha!!!

O final foi com um grito desconcertante.Mesmo chorando e com medo no olhar, a Bynha teve todo o tempo do mundo (e relativa coragem) para olhar na face da Erica e promover palavras de extrema sinceridade para a sua convidada terráquea.

-Erica... Escute bem... Eu tenho muito medo disto tudo. Já enfrentei a Bethin antes e ela é terrível, uma inimiga muito poderosa! Não tenho escolha... Vou lá fora enfrentá-la. Não darei minha vida (nem as minha limonadas) facilmente para ela, isto eu posso lhe garantir.

Dito isto, a Erica começou a olhar fixadamente para a Bynha e o Pigmorim. Não sabia o que dizer, pois estava tentando tudo ainda entender. Nisto, a anfitriã da garotinha sorriu timidamente e começou a proferir estranhos cânticos mágicos de poder (quase) absoluto.

-Mwon! Mwon! Mwon! Pwan! Fang-Guon!!!!!

A Bynha converteu-se em uma guerreira (quase) mágica. Ainda com muito medo, ela começou a caminhar parta a porta de sua morada, até ser interceptada pelo Pigmorim.

-Não vai! Eu enfrentarei a (sedutora) Bethin. Você ficará aqui com a Erica, pois ela precisa de sua proteção, Bynha! Faça o que eu digo agora!
-M-mas e-eu... - e Bynha foi interrompida na sua resposta, perante um chamado da Lady A na bola de cristal

Os três olharam fixadamente para a bola de cristal. A Lady A começou a falar com grande preocupação.

-Por todos os protetores deste mundo! - gritava enquanto cantarolava o recado a Lady A, que continuou - A outra assecla de Lord está indo para aí. Chegará em breve!

Não deu nem tempo da Bynha e do Pigmorim se prepararem, pois lá dentro podia ser ouvida aquela risada da Bethin com mais alguém...

-Você está aqui! Lord não perde tempo... Achei que eu, a grande Bethin, seria suficiente. Mas fico contente de contar com a guerreira das artes e literatura para me ajudar na tarefa de hoje, mwahahahaha!
-Sim! - respondeu a outra presente, balançando o óculos com uma das mãos e, na sequência, prosseguindo com a fala - Lord me mandou aqui para lhe ajudar, guerreira dos cabelos vermelhos e louca pelo gore. Faz tempo que não nos divertimos juntas!
-Exato. O Lord é louco, mas pensou muito bem agora. Vamos fazer um belo trabalho aqui juntas!
-É o que eu mais quero!!!

Dentro daquele humilde casebre o Pigmorim passou a balançar o olhar. Ele havia reconhecido a voz da segunda grande assecla de Lord. O nome dela era Nanozaki, a guerreira das artes e da literatura, especialista em trazer o medo visual para todos por meio de suas principais áreas de atuação. A Bynha percebeu isso no olhar de seu amigo, virou para ele e disse...

-Pigmorim, eu entendo a sua dor... Conheci a Nanozaki há muito tempo. Ela não era assim tão malvada (ao menos não demonstrava). E agora...
-Ela vai sentir todo o meu poder, Bynha! Pode apostar nisto! - respondeu rapidamente o Pigmorim

A Bynha olhou para a Erica, com um sorriso meio forçado na face e deu um claro aviso para a sua convidada...

-Erica, fique aqui dentro. É perigoso para você ir lá fora agora. Não imaginava que Bethin e Nanozaki apareceriam de uma vez só... É tudo arte daquele corno safado e imprestável do Lord!!!
-O que eu faço, Bynha? - respondeu com seriedade a Erica
-Apenas fique aqui. Pense no que poderá nos ajudar. Pois precisamos muito de você Erica... - a Bynha virou-se para a bola de cristal e disse - Lady A, eu sei que você aí está. Prepare uma limonada (sem açúcar) para a Erica e cuide dela, mesmo que à distância. Eu e o Pigmorim iremos lá para fora...
-Deixe comigo! - respondeu cantarolando (mas com preocupação na voz) a Lady A
-Espere!!!- berrou a Erica, em vão, olhando para a Bynha

A Bynha pegou o Pigmorim pelas mãos, conduzindo o amigo para o lado de fora. E lá...

-Mas que surpresa inesperada! - esbravejou a Nanozaki - Então o senhor Pigmorim, criador do finado RinringoRingo, está aqui... Eu não esperava por isto, mas vou adorar o momento! Há!!!
-A honra será minha, minha ex-colega de equipe. - respondeu Pigmorim, com muita tensão nos olhos

A Bynha também estava com os seus próprios problemas para resolver...

-Ora essa, por que me olha assim, Bynha? Eu cuidarei bem de você... Ficará totalmente vermelha, de cima à baixo! Mwahahahahaha!!!! - exclamou com vontade a Bethin
-E-eu não deixarei isto acontecer! Gosto da minha cor (detesto o vermelho) e usarei meus truques da sagrada limonada para lhe impedir! - respondeu a Bynha

Lá dentro do casebre a Erica começava a chorar. Sua insegurança pontual era o seu grande carma no momento. Nisto a bola de cristal começou a brilhar...

-Erica, peque a sua limonada (sem açúcar) - disse a Lady A
-Obrigada... Mas eu... - respondeu Erica
-Chorar em nada vai ajudar! - respondeu com frieza a Lady A, pela bola de cristal sem wi-fi - Se você quer ajudar terá apenas uma coisa por fazer...

O que Erica terá por fazer? E a batalha que se inicia lá fora?
Estará Lord tomando a sua limonada?

~continua em 19/11/2013 ~

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Um pouco sobre o autor do NETOIN! Mais!
Carlírio Neto
Carlírio Neto, uma pessoa que aprecia as coisas mais simples que a vida pode oferecer. Gosta das culturas japonesa, brasileira e latino-americana. Aprecia passeios e uma boa leitura. Gosta de lançar seus contos e histórias para o mundo ver e, quem saber, poder algo delas publicar algum dia. Prazer em conhecê-lo, nobre visitante.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ferimento Cruel [Capítulo #4] - A exatidão de um conselho...

A chamada...

[capítulo anterior: aqui]

Não apenas poderia ser como, na verdade, a voz masculina era de seu amigo no trabalho. Astolfo era o nome dele. Apelidado de "Chiquinho" pelo pessoal de lá, pois ele possuía sardas em suas bochechas. Mas era um admirável rapaz, sempre pronto para auxiliar os outros quando necessário. Ela batia na porta do apartamento da Sandra, entre pequenos momentos de pausa para tal ação, na qual executa a mesma para lançar ao léu perguntas sobre o porquê de sua amiga não ter ido ao trabalho como deveria.

A Sandra estava absurdamente assustada. Não fazia a mínima ideia de quanto tempo já havia se passado, desde que ela havia encontrado aquela bolsa com dinheiro dentro. Como se isto não bastasse ela faltou ao trabalho naquele dia e, em tal momento, o "Chiquinho" estava lá querendo falar com ela.

Ser mal educada não era bem de seu feitio e, com toda a calma do mundo (ao menos no andar) a moça resolveu ir até a porta. Abri-la foi questão de alguns segundos. A saudação típica de seu amigo se fazia com um famoso gesto conhecido da força militar de qualquer nação do mundo, na qual ela batia continência com um grande sorriso no rosto. Entretanto, a Sandra o saudara de forma explicitamente tímida, convidando o amigo para entrar.

O silêncio durou muito tempo. Um não falava direito com o outro. Nesta brincadeira haviam se passado cerca de seis minutos, nos quais só era possível escutar um pouco do vento lá de fora e a televisão de um dos vizinhos, cujo volume estava assustadoramente alto. O rapaz estava inquieto mais do que o normal, pois todos ficaram se perguntando no trabalho à respeito da Sandra que, por sua vez, estava com muito temor em sua mente.

Aos poucos, a moça foi contando o ocorrido para a sua visita. O rapaz não a interrompeu em nenhum instante, deixando clara a ideia de estar ali para ajudá-la. Mas a jovem continua atônita consigo mesma. faltava-lhe confiança nas palavras. Em certo momento ela pediu para seu amigo verificar a bolsa com o dinheiro dentro. Os três mil Reais ali estavam, em pequenos maços de cédulas. 

Um final de sexta-feira bem incomum para ambos.

Para a surpresa da Sandra (o que não deveria ser encarado desta forma), seu amigo Astolfo havia feito uma sugestão muito interessante. Já que não se fazia saber a quem pertencia o dinheiro, ele sugeriu acompanhá-la na delegacia mais próxima no dia seguinte, com o claro intuito de fazer valer a menção de boa samaritana e de uma cidadã responsável com as suas ações. Mesmo que ainda perplexa e com um pouco de medo, ela aceitou (e bem) a ideia do rapaz.

Na verdade, ela poderia ter pensado em tal coisa sozinha. Mas o temor sobre o que os outros dela acharão sempre falaria mais alto em seu consciente. Os dois conversaram sobre assuntos aleatórios, entre os quais destacou-se o falatório no escritório sobre a falta dela, Sandra, ao trabalho. Uma despedida cordial e os dois marcaram de se encontrar no dia seguinte (sábado) ao meio-dia.

A moça dormiu um pouco mais tranquila, muito embora isto não significasse que ela estivesse plenamente relaxada.

No dia seguinte, ela tomou o seu café da manhã mais do que habitual e simples. Mas o fez com rapidez, no intuito de tomar um banho caprichado e de poder ir para o compromisso firmado com o seu amigo de trabalho na tarde anterior. Depois de muito se aprontar, a Sandra seguiu o seu caminho rumo ao ponto de encontro.

Ela mal chegara lá e o Astolfo, vulgo "Chiquinho", aparecera correndo. Entretanto, ele foi até a sua amiga para pedir-lhe desculpas, pois tinha que resolver um assunto de família que havia aparecido pouco minutos antes. A moça ficou incrédula e paralisada. O rapaz deu rapidamente a direção da delegacia, que não era longe dali, pediu desculpas uma vez mais e partiu correndo do lugar.

A Sandra ficou ali, parada, sem ação, pronta para chorar...

~continua na sexta-feira, 15/11/2013~

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #3]

Eis a chamada.

[capítulo anterior: aqui]

-Vocês são todos malucos. A não ser que vocês me deem uma prova de que sou tão importante assim para aqui estar, vou querer voltar para casa... Agora! - Esbravejou a Erica, com um misto de suspense e de raiva em seu rosto.

Bynha e Pigmorim ficaram paralisados na frente da garota terráquea. Não sabiam o que dizer. Acreditavam que ela aceitaria tranquilamente a missão de ajudar eles contra as Azalma do grande Lord e de seus asseclas. Por sinal, quem mais sentiu isso foi a Bynha...

-Você não acredita no nosso amor? - Gritou chorando a Bynha para a Erica
-Como é a história? - Perguntou muito curiosa a Erica
-Amor! O maravilhoso e único poder do amor! Aquele canastrão e corno, safado e filho de uma mãe (mil perdões para ela, seja lá quem for), covarde e desgranido, não conhece o poder do amor. Ele odeia isso. A gente precisa do poder do amor!!!!! - Sintetizou tudo a Bynha, com lágrimas nos olhos

Nisto, o Pigmorim resolveu intervir...

-Aquele grande miserável do Lord  resolveu me atacar de frente certa vez, Erica. Ele acabou com um dos meus ajudantes que não tinha pés e pernas, mas que tinha uma força descomunal em seus braços. Lord sabia de meu ponto fraco e o atacou sem nem pensar duas vezes...
-Mas, Pigmorim, você não protegeu o seu amigo?
-Erica, aquele ser se chamava RiringoRingo, um dos meus mais antigos asseclas. Aprendeu tudo sobre lutas comigo. Acabou sedentário no campo de batalha (na verdade no jardim em frente à minha choupana, mas isso não vem ao caso). Lord, aquele corno...

A Erica ficou pensativa. Mas a expressão facial dela era de alguém que ainda tinha muitas dúvidas sobre aceitar a missão ou não. A Bynha resolveu falar novamente para ela...

-Erica, o Lord possui dois grandes e terríveis aliados. Aliás, duas aliadas, uma mais perigosa que a outra. Uma delas adora a cor vermelha como o sangue de nossos corpos fracos e obsoletos (sim, sou dramática), e a outra curte usar de pincéis e canetas como armas de destruição em massa.
-Bynha, o que é isto afinal?
-Estou falando das maiores aliadas de Lord para a dominação do nosso mundo e...

A Bynha fôra interrompida. Uma transmissão começou a ser visualizada pela bola de cristal de última geração (mas que não tinha saída wi-fi). E na transmissão, um rosto muito conhecido nela apareceu, para o espanto do Pigmorim e da Bynha...

-Saudações! - Esbravejara a voz, que depois continuou - Povo deste mundo que anseio em tomar para mim, venho aqui avisar que os últimos preparativos da grande invasão à capital estão quase prontos. Vocês, seres sem poder e que nada podem fazer perante a minha magnificência, só poderão chorar pela alcunha de suas incapacidades e lamentar pelo quão imprestáveis são. Muito em breve, este mundo será meu e vocês não poderão fazer nada.

Aquele homem que falava em cadeia mundial (!!!) parou o falatório para tomar um copo de limonada concentrada, sem adição de açúcar. Antes de ele voltar à falar, a Erica olhou para os seus anfitriões e os questionou...

-Seria esse o tal do Lord?

Bynha e Pigmorim ficaram em silêncio. Não responderam a pergunta da terráquea. Nisto, aquele homem continuou a falar...

-A fraqueza deste mundo está em vocês, criaturas patéticas e sem o mínimo de informação para me fazer alguma frente. Prometo, entretanto, que serei piedoso com todos vocês, amarrando vossos calcanhares e cortando-lhes devagar, caso se neguem a me obedecer. - Ele tomou um pouco mais daquela limonada e voltou à falar - Minhas duas mais fortes asseclas estão nas principais áreas, prontas para espalhar o terror em seus corações...

Bynha e Pigmorim olham com muita raiva para a bola de cristal de última geração. Nisto, o discurso inflamado continua...

-Eu serei o soberano deste mundo todo!!!!! Palavras do grande Lord!!!!

E encerrou-se a transmissão.

A Erica ficara pasma com o que havia assistido e, ao lado dela, os semblantes do Pigmorim e da Bynha eram os piores possíveis. Nisto, a voz da Lady A pode ser ouvida novamente...

-Bynha! Bynha! Perigo à vista de onde você está!!!!
-Ô criatura do mato, fala duma vez o que é!!!! - Respondeu apressadamente a Bynha
-A assecla do Lord... A dos cabelos de sangue mas que não tem fogo neles... Está se aproximando da cidade aonde você está...
-Isso não é possível! - Respondeu assustada a Bynha

O Pigmorim começou a tremer muito. Ele sabia de quem se tratava, de quem estava por chegar ali perto. A Erica não hesitou em perguntar...

-Tá bom, gente! Quem está vindo para cá?
-A grande dama, Bethin, está chegando... - Exclamou Pigmorim, com terror nos olhos...

Nisto um grande berro pôde ser ouvido lá de fora...

-Bynha! Onde você está? Bynhaaaaaaa!!!!

A voz era de uma dama, fato. Mas a risada na sequência mais parecia a de uma bruxa maligna e cruel...

O que fará a Erica? O que ela decidirá? O que acontecerá com ela, Pigmorim e Bynha?
Haverá limonada para todos?

~ continua em 12/11/2013 ~ 

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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Ferimento Cruel [Capítulo #3] - Na dúvida, nada faça...

A conhecida imagem...

[capítulo anterior: aqui]

A Sandra não se recordava da última vez que havia visto tanto dinheiro na sua frente, se é que em alguma oportunidade a cifra de três mil Reais lhe soasse familiar. Na verdade nem precisava, pois o suor em seu semblante já dava total ideia de como a moça estava se sentindo naquele momento.

Chega à ser muito curioso isto. Ele executou muitas ações antes de se recordar, mesmo que sem querer, que havia uma certa quantia em dinheiro dentro daquela bolsa. O problema é que tal valor não lhe pertencia. Neste momento ela se recordou fácil de como foi criada quando bem criança. Épocas saudosas, mas que dividiam opiniões em sua mente até hoje.

De um lado, a Sandra se recordava das palavras de sua sabia mãe. Na visão daquela senhora, jamais uma pessoa podia se apoderar de algo que não lhe pertencia. Dentro das possibilidades deveria procurar pelo dono do item ou do bem perdido, se possível fosse. Caso contrário, os conhecidos "achados e perdidos" estavam ali para isto.

Para contrabalancear isto haviam as palavras do pai da moça. Este homem, por sinal, vivia sob uma sistemática de raciocínio muito diferente de sua esposa. E a Sandra recordava-se bem disto pois, sempre que possível, seu pai lhe falava para não se preocupar muito com detalhes e que, se um dia achasse na rua dez Reais que fossem, aquilo era de quem encontrara por direito.

Agora o cenário sai do devaneio mental vivido pela protagonista e volta com força para o ambiente ao seu redor o que, em outras palavras, significa a realidade da moça. Não saber o que fazer era o mais trivial possível para a Sandra. Tudo que ela fazia era coçar a cabeça, ajeitar-se de alguma forma naquela cama e muito pensar sobre o que fazer com aquele dinheiro.

Três mil Reais era o equivalente a uma verdadeira fortuna para tal moça. Administrar isso parecia muito distante dela naquele instante. Ela sabia das dúvidas que tinha, tanto oriundas de sua criação como também do que lia nos jornais e via na televisão, quase que diariamente. Não é pelo valor, mas sim pela ação que ela pensa em fazer.

Os minutos passavam rapidamente. Mais um pouco de tempo e, muito em breve, tal período se transformaria em hora. O relógio era o inimigo mortal da Sandra. De burra ela nada tinha, mas a insegurança caminhava paralelamente com a moça desde sempre. E mais do que nunca ela precisava de um amparo seguro e real sobre como agir, o que fazer com aquele valor.

Ah, enfim a decisão chegou. O medo dominou a jovem por completo. Tanto isto é verdade que o veredicto final acabou sendo o mais inesperado possível. A Sandra colocou aquelas cédulas monetárias novamente dentro da bolsa. Depois deixou o objeto sobre a pia. E ela ficou deitada na cama, com muito receio de ser taxada de criminosa pela sociedade lá fora.

Resumir alguns fatos era bem pertinente para a ocasião. Aquele dia, que parecia ser tão comum quanto se podia esperar, transformou-se por completo no momento no qual a moça encontrara aquela bolsa no ponto de ônibus. Depois, perdera a condução para o trabalho, o que acabou levando-a a faltar em sua atividade empregatícia. Em casa o desespero só fez tomar conta dela.

A Sandra chegou a tremer na cama, tamanho era o seu desespero. Ela não conseguia se acalmar. E para piorar, a porta de seu apartamento ressoava um barulho de batidas, seguidas de uma voz masculina que chamava pelo seu nome.

Poderia ser...

~ continua na sexta-feira, 08/11/2013 ~

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O blog está presente desde 27 de fevereiro de 2008.

E esta é a quinta alteração de template dele, datada de
18 de outubro de 2013.

(a última foi em 16 de dezembro de 2012)

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