sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ferimento Cruel [Capítulo #4] - A exatidão de um conselho...

A chamada...

[capítulo anterior: aqui]

Não apenas poderia ser como, na verdade, a voz masculina era de seu amigo no trabalho. Astolfo era o nome dele. Apelidado de "Chiquinho" pelo pessoal de lá, pois ele possuía sardas em suas bochechas. Mas era um admirável rapaz, sempre pronto para auxiliar os outros quando necessário. Ela batia na porta do apartamento da Sandra, entre pequenos momentos de pausa para tal ação, na qual executa a mesma para lançar ao léu perguntas sobre o porquê de sua amiga não ter ido ao trabalho como deveria.

A Sandra estava absurdamente assustada. Não fazia a mínima ideia de quanto tempo já havia se passado, desde que ela havia encontrado aquela bolsa com dinheiro dentro. Como se isto não bastasse ela faltou ao trabalho naquele dia e, em tal momento, o "Chiquinho" estava lá querendo falar com ela.

Ser mal educada não era bem de seu feitio e, com toda a calma do mundo (ao menos no andar) a moça resolveu ir até a porta. Abri-la foi questão de alguns segundos. A saudação típica de seu amigo se fazia com um famoso gesto conhecido da força militar de qualquer nação do mundo, na qual ela batia continência com um grande sorriso no rosto. Entretanto, a Sandra o saudara de forma explicitamente tímida, convidando o amigo para entrar.

O silêncio durou muito tempo. Um não falava direito com o outro. Nesta brincadeira haviam se passado cerca de seis minutos, nos quais só era possível escutar um pouco do vento lá de fora e a televisão de um dos vizinhos, cujo volume estava assustadoramente alto. O rapaz estava inquieto mais do que o normal, pois todos ficaram se perguntando no trabalho à respeito da Sandra que, por sua vez, estava com muito temor em sua mente.

Aos poucos, a moça foi contando o ocorrido para a sua visita. O rapaz não a interrompeu em nenhum instante, deixando clara a ideia de estar ali para ajudá-la. Mas a jovem continua atônita consigo mesma. faltava-lhe confiança nas palavras. Em certo momento ela pediu para seu amigo verificar a bolsa com o dinheiro dentro. Os três mil Reais ali estavam, em pequenos maços de cédulas. 

Um final de sexta-feira bem incomum para ambos.

Para a surpresa da Sandra (o que não deveria ser encarado desta forma), seu amigo Astolfo havia feito uma sugestão muito interessante. Já que não se fazia saber a quem pertencia o dinheiro, ele sugeriu acompanhá-la na delegacia mais próxima no dia seguinte, com o claro intuito de fazer valer a menção de boa samaritana e de uma cidadã responsável com as suas ações. Mesmo que ainda perplexa e com um pouco de medo, ela aceitou (e bem) a ideia do rapaz.

Na verdade, ela poderia ter pensado em tal coisa sozinha. Mas o temor sobre o que os outros dela acharão sempre falaria mais alto em seu consciente. Os dois conversaram sobre assuntos aleatórios, entre os quais destacou-se o falatório no escritório sobre a falta dela, Sandra, ao trabalho. Uma despedida cordial e os dois marcaram de se encontrar no dia seguinte (sábado) ao meio-dia.

A moça dormiu um pouco mais tranquila, muito embora isto não significasse que ela estivesse plenamente relaxada.

No dia seguinte, ela tomou o seu café da manhã mais do que habitual e simples. Mas o fez com rapidez, no intuito de tomar um banho caprichado e de poder ir para o compromisso firmado com o seu amigo de trabalho na tarde anterior. Depois de muito se aprontar, a Sandra seguiu o seu caminho rumo ao ponto de encontro.

Ela mal chegara lá e o Astolfo, vulgo "Chiquinho", aparecera correndo. Entretanto, ele foi até a sua amiga para pedir-lhe desculpas, pois tinha que resolver um assunto de família que havia aparecido pouco minutos antes. A moça ficou incrédula e paralisada. O rapaz deu rapidamente a direção da delegacia, que não era longe dali, pediu desculpas uma vez mais e partiu correndo do lugar.

A Sandra ficou ali, parada, sem ação, pronta para chorar...

~continua na sexta-feira, 15/11/2013~

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2 comentários:

  1. Gostei desse capítulo, a trama começou a ganhar um rumo.

    Continue assim padrinho.

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    1. Saudações


      Posso lhe assegurar que o fim se aproxima, mas talvez não de uma forma mais esperada...^^


      Até mais!

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