terça-feira, 11 de novembro de 2014

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #25]


A chamada original...

[capítulo anterior: aqui]

Por um lado, a situação no escritório do Dighin não era das melhores. Tudo em razão dos últimos acontecimentos, culminando com o duro embate (que na verdade não passava de um treino) entre a Erikina e o Desurso. Aliás, este foi um combate que seguramente deixará manchas no prosseguimento desta estória, uma vez que tudo parece estar caminhando para um final pouco satisfatório sobre isto.

Entretanto, alguém estava espionando as ações que ali ocorriam. E estava ali durante boa parte do tempo, senão durante ele todo. Era uma jovem donzela, com longos cabelos negros e a silhueta de alguém em transe profundo. Seu olhar era nitidamente estático, mesmo piscando os olhos dentro da normalidade humana.

Após os eventos terem se finalizado, tal criatura rumou para o seu covil (o lar, se assim você preferir). Ao chegar na mansão encravada entre três montanhas ela não demorou para avistar seu líder. Em uma espécie de continência estranha ao ver o seu chefe, a jovem em questão começou a falar com tal...

- Mestre! Estou aqui novamente. E trago notícias. - disse a jovem com séria expressão no rosto
- Certo. Diga-me, então, o que tu viu. Passe-me um pouco de sua visão e, desta forma, ficarei à par do que aquele grupo está à aprontar...
- Sim!

A jovem ficou de pé, caminhou lentamente até a presença de seu chefe e, embora já tivesse notado, as duas outras asseclas de tal ser maligno estavam ali observando. Deveriam ali estar para servir como testemunhas de algo, ou assim poderia se presumir os fatos. No prosseguir de seus passos curtos e lentos, a moça de longos cabelos negros chegou à ficar muito próxima do seu líder e começou o seu relato.

- Grande e poderoso Lord, ocorreu uma batalha entre a estrangeira e o guerreiro Desurso, amigo do Dighin de longa data.
- Como? Estranho por demais, pois sempre achei que fossem aliados...
- E são ainda.
- Explique-se melhor, cara Little-Little.
- Lord, o que ocorre é que Dighin chamou Desurso para treinar a estrangeira. Mas parece que houve um exagero por parte daquele urso em forma humana e, em consequência disto, a menina de outro mundo quase sucumbiu. Se não fosse pela Lady A e pela Bynha, ela teria ali perdido a vida...
- Hum... - passando a mão pelo queixo, o senhor do mal começou a ponderar e respondeu prontamente - Parece que o Dighin é mais esperto do que eu pensava. Devia ter dado um fim nele quando tive a chance, anos atrás... Quando a estrangeira recobrar os sentidos, ela certamente terá uma melhor noção de suas ações e, fatalmente, nos causará muitos problemas.
- Sim, mestre. Isso mesmo. Agora te pergunto: o que iremos fazer?

Nisto, a Little-Little foi interrompida. Uma das duas asseclas de Lord que ali estavam resolveu participar da conversa.

- Acho melhor aproveitarmos a oportunidade para ir atrás do cobiçado Item Maravilhoso - ponderou a Nanozaki
- Mas, Nanozaki, atacar o inimigo não seria a melhor opção para agora? - respondeu Little-Little
- Nada disso... Ora essa... A estrangeira e as demais estão fora de combate no momento. É a chance que temos para seguir adiante...
- Eu... Concordo com a Nanozaki... - intrometeu-se a Bethin
- Ora, ora, ora... Você concordando comigo? [hoo-hoo-hoo] Que surpresa inesperada... - questionou com requinte de deboche a Nanozaki
- Querida, assim... Olhe... Estou tão surpresa quanto você, e isto me deixa amedrontada...
- [grrrr] - remoeu-se a Nanozaki e, sequencialmente, a Bethin prosseguiu
- Você está certa em sairmos na frente deles por isso... Devemos evitar batalhas que pouco nos fortalecerão... E depois, quero muito enfrentar este grupo na melhor das condições...
- Tá, tudo bem... Quero evitar discussões desnecessárias aqui...
- Mas você é covarde até nisso? Ora essa...
- O quê?
- Vocês duas: chega! Parem com isso, agora! - esbravejou Lord em direta intervenção

A verdade é que Lord já estava muito nervoso com o rumo daquela conversa. Havia se tornado picuinha barata entre duas de suas poderosas asseclas. E ele nunca foi de tolerar isto muito bem. Desta forma, o senhor do mal prosseguiu com a sua fala...

- Nanozaki, devo lhe lembrar quantas vezes que a única maneira de tu recuperar quem tanto deseja dependerá de mim?
- ... - ficou nervosa a Nanozaki, mesmo que em silêncio
- E você, Bethin, se quer tanto enfrentar a louquinha da Bynha como deseja, terá de me obedecer de maneira direta. Fui claro o bastante?
- Foi... - respondeu a Bethin, com um olhar de quem queria ter dito o contrário ao senhor do mal
- Little-Little! Aproxime-se! - esbravejou Lord
- S-sim! - respondeu assustada a sua pequena assecla
- Little-Little, você deverá respeitar as decisões da Bethin e da Nanozaki quando elas forem ao combate contigo. Mas, por agora, eu quero que você se aproxime mais de suas inimigas em potencial, ou seja, do grupo que acabara de investigar. E dependendo do momento, quero que uses de seu dom musical em potencial para batalhar.
- Mestre! Então eu poderei usar o... - respondeu com alegria a Little-Little
- Sim. Use o dom de seu piano mágico flutuante, e aniquile quem ousar lhe interromper... Você estará livre para usar das artimanhas que bem desejar, desde que não seja reconhecida como minha assecla. Se isto ocorrer, terás de lutar contra o grupo. Imagino que a missão ficou bem clara para ti...
- Lord, farei o que estiver ao meu alcance para não decepcioná-lo!
- Isto sim é digno, Little-Little.

Nisto, o Lord virou sua atenção para as poderosas Nanozaki e Bethin e lhes deu uma ordem crível...

- Nanozaki, gostaria que tu procurasse por Pigmorim e acabasse com ele. Esse costume dele em ser detetive e similares já passou da conta. Jamais o Dighin ou o Desurso se envolveriam nisto se não fosse por ele.
- Sim, farei isso... E a ideia me soa muito atrativa...
- Bethin, vá atrás de algum paradeiro do Item Maravilhoso. Pode levar alguns serviçais à sua escolha. E quem ousar te atrapalhar, elimine com todas as suas forças...
- Ahhhh! Sim! Bethin é puro sangue e poder! [hoo-hoo-hoo]

Após isto todos se dispersaram. A Little-Little encaminhou-se para os eu quarto e, olhando para o céu noturno através de sua janela, começou a falar sozinha...

- Mostrarei meu grande dom com o piano mágico flutuante... E serei digna de atenção e de admiração por todos!

~ continua ~

- NETOIN! Mais! -

Um pouco sobre o autor do NETOIN! Mais!
Carlírio Neto
Carlírio Neto, uma pessoa que aprecia as coisas mais simples que a vida pode oferecer. Gosta das culturas japonesa, brasileira e latino-americana. Aprecia passeios e uma boa leitura. Gosta de lançar seus contos e histórias para o mundo ver e, quem saber, poder algo delas publicar algum dia. Prazer em conhecê-lo, nobre visitante.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #24]

A chamada tradicional.

[capítulo anterior: aqui]

Já no escritório, em um estado de silêncio quase absoluto, Dighin e Desurso olhavam atônitos para o local. Não que a quietude não fosse bem-vinda, longe disto, mas dados os últimos acontecimentos tudo parecia cada vez mais incerto...

Lá embaixo, a Bynha ainda ostentava a jovem Erica em seu colo. Tudo levava à crer que aquela transformação para Erikina seria inesquecível e talvez a mais dolorosa. A batalha, que não havia passado de um reles teste de resistência, na verdade acabou indo mais além do que devia. Praticamente todos haviam sofrido ali, sem o mínimo grau de misericórdia para ser atribuído.

A Hakerin e a Jessyn olhavam para seu mestre, que ainda esboçava um semblante sério e nada cordial. O mesmo valia para o Desurso, que estava totalmente calado e apenas observando as ações que poderiam ser ali tomadas. Como o silêncio ainda imperava forte (incluindo nisto o Lukurin, que ainda estava parado como uma estátua em frente à porta do escritório) começava a se presumir que ninguém nada falaria, que não havia a necessidade real de algo ser dito.

Neste meio tempo alguém continuava a observar o grupo ali mesmo, sob as sombras, sem deixar notar-se à ninguém. Incrédula, a jovem de longos cabelos negros começou a algo divagar mesmo que para si própria...

- Hum... Acho que o mestre não precisava se preocupar tanto. Realmente, não para o quê serviu observar este grupo à trabalho aqui... Esta estrangeira não acordará tão cedo e, seguramente, se chegar a se levantar correrá o sério risco de dormir para todo o sempre. Bom, vou ficar aqui um pouco mais, pois pressinto que algo ocorrerá daqui há pouco...

De fato, a jovem não estava enganada. Logo após sua fala, os presentes na sala começaram a escutar um cálido cântico, oriundo da Lady A. Ela havia se levantado sem ninguém ter percebido. Parecia algo bem estranho. A moça, detentora da bola de cristal sem tecnologia wi-fi, olhou para o buraco e, com uma expressão neutra na face, começou a cantar...

[nooonononoooon... nooonononoooon...]

Com o passar de poucos segundos, a Bynha e a Erica apareceram no escritório. Enquanto a primeira continuava a chorar meticulosamente, a segunda ainda não acordara de sua mais atual contenda. Não era uma visão das mais animadoras. Desnecessário dizer o quanto a Lady A estava furiosa por dentro. Famosa por não medir suas palavras, ela abriu os olhos bem devagar após ter entoado tal cântico mágico, virou-se e, olhando para todos, começou a esbravejar com muita raiva...

- Seus idiotas! - gritou a Lady A, que depois prosseguiu - Todos vocês não passam de grandes idiotas! Sem exceção! Até mesmo eu aqui sou uma idiota.

Todos olharam com extrema conformidade para ela. Nisto, o Dighin tentou algo indagar...

- Lady A, acalme-se. Tudo isto foi necessário para podermos...
- Silêncio, Dighin! Feche esta sua matraca, por todos os deuses do mundo! Por que sujeitar a Erica, que é uma estrangeira, para tal difícil provação? Me diga, para quê? O que se ganha com isso? O que alguém aqui ganhou com isso?
- ...
- Como imaginei... Ficar calado é tudo o que você poderia fazer agora, não é mesmo? - nisto a Lady A mudou o seu olhar para o Desurso e continuou - E você, seu brutamontes desqualificado social e magicamente? O que tem a dizer em sua defesa, seu monte de nada?

O Desurso apenas olhou diretamente para a Lady A e, em seu tom já conhecido, respondeu-a com extrema vontade...

- Cale essa sua boca... Tudo que ocorreu aqui foi necessário! Tudo! Se a estrangeira não tomar plena consciência de seus poderes e responsabilidades agora, não mais conseguirá fazê-lo...
- ...
- Agora quem fica quieta é você, não é? Olha para você... Quase sem energia alguma e usando o pouco que tem para magias que muito exigem de seu corpo e mente... - indagou Desurso que ainda continuou - Por favor, pare de melodrama barato por aqui, certo?
- Nada disto era necessário... Nada disto... Nada...
- Então, você tem uma ideia melhor, não é verdade?
- Ideia? Confiar nela não seria o bastante?
- Claro que não seria. O que tu acha? Pare com isso, por favor...
- Escute aqui, seu grand...

A Lady A foi interrompida de maneira agressiva por uma voz...

- Chega! Vocês dois, parem agora! - esbravejou Dighin, olhando para ambos naquele momento...

Neste meio tempo, a presença que estava na sala sumiu com uma expressão desconfiada. Era a moça de longos cabelos escuros que, minutos após, encontrava-se em uma grande mansão encravada entre três montanhas. E ali, ela foi recepcionada por duas presenças femininas e uma masculina...

- Mestre, trago algumas novidades... - disse a jovem de longos cabelos negros
- Muito bem. Conte para nós o que sabes... - respondeu Lord

[continua...]

~  próximo capítulo: 11/11/2014 ~

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Carlírio Neto, uma pessoa que aprecia as coisas mais simples que a vida pode oferecer. Gosta das culturas japonesa, brasileira e latino-americana. Aprecia passeios e uma boa leitura. Gosta de lançar seus contos e histórias para o mundo ver e, quem saber, poder algo delas publicar algum dia. Prazer em conhecê-lo, nobre visitante.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #23]

A chamada tradicional.

[capítulo anterior: aqui]

A Erikina parecia estar possuída por alguma entidade bem poderosa. Não esboçava mais nenhum sentimento em seu semblante. O rosto estava manchado onde suas lágrimas haviam escorrido. Sua mão direita fechada e a esquerda aberta, pronta para lançar uma massiva e poderosa quantidade de poder no Desurso (que estava tremendo no chão após a poderosa queda), indicavam que ela queria realmente acabar com aquele homem.

Mas a Bynha continuava a segurar sua amiga de outro mundo. Chegou a deixar  a bola de cristal sem wi-fi, que pertence a Lady A, caída ao seu lado. O choro era forte por parte da Bynha, acompanhado de gritos com o pretexto de fazer a heroína voltar à si, de alguma maneira.

Do nada, uma estranha luz começou a sair daquela bola de cristal. Ela foi ficando cada vez mais forte e intensa. O Dighin, que estava nas imediações, se assustou completamente com todo aquele brilho. O Desurso, ainda tremendo e com muita dor em seu gigantesco corpo, olhou para trás e sentiu o poder emanado por aquela luz.

Naquele instante, uma melodia começou a ser entoada. A voz era da Lady A, e o instrumental que seguia de acompanhamento assemelhava-se a de um piano dos mais antigos...

[Lá, lá, lá... Lá, lá, lá... Lá, lá, lá...]

A melodia suave que saía pela bola de cristal, sem wi-fi, era esta. A voz, caridosa. O piano em perfeita sintonia com cada sílaba pronunciada por aquela voz. Passados cerca de dois minutos, a Erikina se transformou novamente, voltando a ser a moça de nome Erica em sua normalidade. A Bynha fez apenas abraçar a sua amiga, praticamente desmaiada em seus braços. Neste meio tempo, o Dighin foi se aproximando do Desurso. Ao chegar perto dele, perguntou-lhe com muita seriedade no seu semblante:

- O que acha, Desurso? O que você pensa da estrangeira, agora?
- [que dor...] Não seria melhor você perguntar se eu estou bem, insensível? - questionou Desurso
- Deixe isso, homem. Você é tão resistente quanto um urso. Mas garanto que não esperava por um golpe destes dela, não é mesmo?
- Não mesmo... - Desurso se levantou, tirou um pouco da sujeira de sua roupa e prosseguiu - Ela me surpreendeu. Se quisesse, poderia ter me matado aqui e agora! - exclamou Desurso
- Rapaz, acredito que achamos o ponto de desequilíbrio da estrangeira.
- Concordo. Mas será que "o ponto de desequilíbrio" sabe que ela é o "ponto de desequilíbrio"? Acredito que seja melhor ela nem saber disto...
- Tem razão, Desurso. Por hora, é melhor voltarmos lá para cima. 
- Sim.

Nisto, o Desurso foi em direção da Bynha, que estava com a Erica desmaiada em seu colo.

- Mocinha, vamos lá para cima...
- ~siiiuuupppp... - respondeu a Bynha, com muita tristeza em seu olhar

Lá em cima, no escritório, Hakerin conversava com a Jessyn, ambas no aguardo de novidades com o que havia ocorrido lá embaixo. Elas estavam trêmulas pois, do nada, a Lady A havia entoado algum cântico enquanto estava deitada perto ao grande buraco na parede. E obviamente o Lukurin estava parado ainda perto da porta, como se fosse uma estátua humana.

O que ninguém sabia, e nem desconfiava, era que uma moça estava observando à todos ali. Na verdade, estava sentada na mesa de trabalho do Dighin, estando ela invisível. 

- Chega desta brincadeira de esconde-esconde... Vou aparecer para todos, assim que todos estiverem aqui... - disse a moça invisível para si mesma, com um livro de nove mil páginas na mão e possuídora de longos cabelos escuros...

[continua...]

~ próximo capítulo: 07/11/2014 ~

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terça-feira, 1 de abril de 2014

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #22]

A chamada original...

[capítulo anterior: aqui]

O Desurso estava prestes à derrotar a Erikina, com seus poderosos braços, prontos para estrangular a heroína de outro mundo. Os gritos de dor dela eram realmente chamativos e, bem perto dali, a Bynha começa a lacrimejar ao ver o sofrimento de sua amiga...

- ufuuu! ufuuu! - chorava a Bynha, muito sentida

A Erikina inventou de olhar rapidamente para atrás, justamente quando a Bynha estava começando à chorar. Isso incomodou muito a heroína, que passou a ficar muito triste em seu interior, ao ponto de ela parar de se mover por completo enquanto o Desurso a dominava com sua força inapelável.

Aliás, o Desurso estava muito confiante de si, sob os olhares sérios do Dighin (que via tudo ao longe).

- Se dá por vencida? - indagou o Desurso, que em seguida largou a Erikina e prosseguiu com sua prerrogativa - Você é fraca demais... Lamentável...
- ... - continuava quieta a Erikina
- Como que existem pessoas dependendo de você? Ou melhor, querendo depender de você? Sua inútil!
- ...
- Nada para dizer? Certo... Vamos encerrar esta farsa de uma vez por todas!!! - o Desurso, envolto pela raiva, decidiu acabar de vez com a sua oponente
- ...

Mesmo quieta, uma estranha aura tomou conta da Erikina... E ela chorava copiosamente. E neste seu estado atual, alguém tomou um certo susto...

- O que é isso? Que estranha energia é esta? - indagou Desurso, olhando para Erikina
- ... - a moça de outro mundo nada respondeu
- Ora sua... Não zombe do grande Desurso!!!!! - gritou

O Dighin havia notado algo estranho, mas permaneceu sério. No seu íntimo, ele sabia que seu objetivo havia sido completado, o que lhe permitiu exibir um tímido sorriso no rosto. A Bynha olhou para ele, ainda com a face roxa de tanto ter chorado, e de alguma forma notou o que se passava. Sim, anteriormente ela já tinha obtido acesso à verdade, mas o que ocorria ali agora fazia tudo caminhar para o final...

- Pare... Você é... Odioso! - disse a Erikina, erguendo a cabeça lentamente
- O quê? Como ousa? Quem você pens... - o Desurso foi interrompido

[wooossshhhhhh!]

Uma grande rajada de poder começou a tomar conta de todo o lugar. Partia da Erikina. Ela, com a cabeça erguida, mostrou um semblante totalmente nervoso para o seu oponente, Desurso. Após isso, ela se permitiu dar um poderoso golpe...

[ooooooohhhhhhhhhhh!!! Azalma!!!!!!!]

Com este dizer, a Erikina conseguiu controlar a energia que a envolvia, transformando-a em uma rajada poderosa o bastante, que atingiu com incrível velocidade e dimensão todo o corpo do gigante Desurso.

- O que é isso???????? - indagou o homem, enquanto levava o poderoso golpe

Passados alguns segundos, a Erikina ainda conseguiu esbravejar mais um dizer...

- Desurso... Você é desprezível!!!!! Woooooooooooo!!!!! - gritou a heroína de outro mundo

Após isso, a energia lançada no Desurso tomou a forma de uma mão gigante, que segurou o dito oponente e o lançou para o céu com toda a força. Após alguns segundos, ele caiu com grande força no chão, completamente desacordado.

- Pare, Erikina!!!!! - gritou Dighin, mas sem sucesso

A heroína se aproximava do Desurso, para lhe aplicar o golpe final. Porém, ela foi interrompida naquele momento.

- Chega, Erikina!!!! - gritou a Bynha, agarrando a amiga pelas costas...

~ próximo capítulo em 04/04/2014 ~

- NETOIN! Mais! -

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terça-feira, 18 de março de 2014

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #21]

A chamada de sempre...

[capítulo anterior: aqui]

A Erikina olhou categoricamente para trás e notou de onde vinha o chamado por meio de um grito. A voz havia brandado com extrema força. E lá estava a Bynha, segurando a bola de cristal sem wi-fi da Lady A. E a visão da garota de outro mundo não era difícil de ser compreendida.

- Ei, Bynha... O que você faz aqui, sua louca? Todos resolveram pular pelo buraco, é isso? - questionou a Erikina
- Eu sei que eu pulei! E parei a queda deste pedaço grande de concreto com a ajuda disto, a bola de cristal da Lady A. - respondeu com nervosismo nos olhos a Bynha
- C-como pode isso? Para quê isso? Qual o porquê disto?
- Ahhhh... Pare de tantas perguntas, Erikina! Concentre-se em quem está indo lhe atacar aos poucos e...

[poooffff!!!]

Não deu tempo de completar o aviso, pois o Desurso havia chegado próximo à Erikina e golpeado-a com força, fazendo com que a garota de outro mundo fosse lançada para perto da Bynha, fora da plataforma. Alguns segundos do mais puro e categórico silêncio foram parados pelo guerreiro que começou a proferir sérios dizeres.

- Humana tola... Do que adianta se transformar? Do que vale alguém lhe ajudar? Para que você está aqui? - disse Desurso olhando para a Bynha, com profundo rancor em sua face
- O quê? Ora... E-eu... Eu posso... Eu devo... Eu irei... (gasp!!!) [cospe sangue]

A Bynha levou uma de suas mãos à boca e viu o sangue que dali saiu. Se sentiu muito incomodada. Sua raiva crescia com imponência. Em seu olhar só havia o desejo de parar com tudo aquilo e, dentro de suas possibilidades, devolver ao Desurso o que ele havia lhe feito.

Ainda na plataforma, o Dighin estava apenas a observar tudo o que ocorria. Seu olhar era sério mas por dentro ele estava muito temeroso. Sua maior preocupação estava sobre até aonde Desurso iria com todo aquele discurso e golpes.

E no que diz respeito à discurso, Desurso ousou uma vez mais...

- Você fala em se preocupar com os outros, proteger seus amigos e tal. Poético. Mas é um sinal de fraqueza imperdoável. Seus reais inimigos jamais esperarão por seus pensamentos para executar sua ação, e nem darão a mínima para os seus sentimentos, sua garota tola! - esbravejou Desurso
- Por quê você fala assim comigo? O que eu fiz para você? - respondeu Erikina
- Você me dá nojo, projeto inacabado de heroína! - salientou Desurso, fechando seu punho direito e partindo contra a garota

Enquanto a Erikina tentava escapar do Desurso, a Bynha ousou também. Usando da bola de cristal a ela confiada pela Lady A, a estranha moça resolveu conferir a razão pela qual Desurso estava agindo daquela forma, aplicando uma varredura mental com o instrumento redondo (e devidamente polido) em suas mãos. Mas a Bynha não mirou a sua atenção no Desurso e sim no Dighin.

A ideia da Bynha fazia amplo sentido. Para ela, o Desurso já teria acabado com a Erikina se assim desejasse. E o comportamento frio do Dighin levou ela à crer que ambos estavam tramando algo. Por isso, ela resolveu aplicar a leitura de mentes no dono de todo aquele lugar.

[~pirikipipipin!!!!!]

Ao dizer as palavras mágicas, a Bynha ativou o modo de rastreio mental e o direcionou para Dighin. Não ia levar muito tempo e ela saberia algo importante. Realmente, passados alguns segundos, a Bynha descobriu o que tanto queria e suas intuições estavam corretas. Com isso, ela se aproximou de Dighin e esbravejou com ele...

- Seu grande bobão! - disse a Bynha para Dighin
- Como é? Sua amiga está sendo surrada e você desperdiça tempo para vir me xingar? Acha que eu não sei que tu leu minha mente?
- Oê!? Se você sabe, aí que te chamo de bobo mesmo! ~blleeerrrgggghhhhh!!! - Bynha mostrou a língua para o Dighin
- Você viu meus planos mas não compreendeu nada deles. Do que adianta?
- Como assim?
- Pigmorim havia contado tudo para mim e depois se dirigiu para o lar de Desurso. A ideia dele estava em evoluir rapidamente a Erikina, visando sua dura batalha contra Bethin, Nanozaki e Lord. Por isto criei este falso concurso, pois eu queria atrair vocês para cá e treinar adequadamente esta garota de outro mundo.
- M-mas a Erikina está sofrendo...
- Você lutou ao lado dela contra a Bethin, não foi? Lutaram contra a Nanozaki e o Lord também, não? Eles pegaram leve demais, queriam apenas testar as habilidades de vocês e não mais do que isso. Eu achava que o Pigmorim havia mentido, mas parece que não...
- Sim, lutamos... Todos nós sofremos muito... Mas... - a Bynha foi interrompida

Um grito pôde ser escutado. E foi intenso o bastante para fazer tremer a espinha dorsal de qualquer pessoa ali perto.

- Aiêêêêê!!! - gritava a Bynha, com as mãos de Desurso prendendo-a pelo pescoço

~ próximo capítulo em 01/04/2014 ~

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O blog está presente desde 27 de fevereiro de 2008.

E esta é a quinta alteração de template dele, datada de
18 de outubro de 2013.

(a última foi em 16 de dezembro de 2012)

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