sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Uma Jornada pelo Item Maravilhoso [Capítulo #16]

A chamada continua...

[capítulo anterior: aqui]

As lágrimas da Erica parecem ter comovido a Bynha e a Lady A, que estavam próximas à ela. Entretanto, o Dighin parecia estar preocupado com outras coisas. Para ele, em pensamento, uma guerreira que se preze deveria abandonar os seus sentimentalismos humanos e apenas lutar. Mas por alguma razão ele preferiu nada dizer à jovem estrangeira, enquanto a  mesma era prontamente consolada pelas suas duas amigas.

Não havia nada de errado, enfaticamente falando. Mas pairou um tipo de aura negra no ar. Maiores comentários não eram muito necessários, contudo as outras três pessoas que estavam lá no fundo começaram uma conversa entre elas. No caso, o Lukurin tomou a palavra.

- Ei, Hakerin, você imagina o que aquele povo está conversando na mesa?
- Não sei, Lukurin. Você sabe muito bem que o Dighin sempre foi de falar baixo e muito reservado. Ele não ergueria a própria voz por mais que alguém merecesse...
- Hum... Você pode estar certa. Mas algo me incomoda...
- Está pensando em algo importante, Lukurin? O que você está tramando aí?
- Tramando nada... Me refiro aquela menina ali, que não parou de encarar o nosso chefe e agora está chorando na frente dele.
- Agora que você mencionou... Que menina estranha... E as outras duas estão consolando ela sabe-se lá porque...
- Hum... Seriam problemas estomacais?
- O quê? Problemas estomacais? Como assim, Lukurin? - perguntou espantada a Hakerin para ele
- Vai ver ela não estava se aguentando e peidou na frente do nosso chefe e... - a seriedade do Lukurin foi interrompida por uma bolsada em sua testa - Oucchhhh!!!!

Quem executou a ação foi a Jessyn, que não aguentava mais ouvir tanta bobagem de seu amigo.

- Aff! - suspirou a Jessyn, que depois continuou - Como você pode falar tanta besteira assim, Lukurin? Sinceramente você, viu...
- Ouccchhhh - reclamou o Lukurin, que continuou - Isso doeu, só para você ficar ciente disto...
- Mas era para doer! Humpf!
- Mundo cruel... - murmurou o Lukurin

Neste momento, o telecomunicador de última geração (mas também sem wi-fi) da Jessyn tocou e ela atendeu. Logo após, o semblante da moça era de extremo pavor. Ela ficou pálida e correu na direção da mesa.

- Chefe! Chhheeefffffffffffeeeeeeeeee!!! - berrava a Jessyn
- O que houve agora, Jessyn? Você sabe muito bem que não gosto de falta de educação assim e...
- Deixa o sermão para depois! Acabei de ser informada que "Ele"está subindo aqui!
- Não é possível... Não agora... - e abaixou a cabeça o Dighin

Preocupada, a Erica o questionou...

- Desculpe, mas quem está se aproximando?
- "Ele", o grande intérprete. Um dos líderes do grupo rival... Está vindo aqui para acertar contas...
- Quem é esse "Ele"?
- Você e as demais logo descobrirão quem é... - o Dighin pausou sua fala e olhou fixadamente para o Lukurin - Lukurin!!!! - gritou o Dighin
- Diga, chefe!
- Vá até a porta e recepcione adequadamente nosso ilustre convidado... Sabe... Pois é "Ele".
- Sim, senhor!

Nisto, o Lukurin tirou um bastão similar a um taco de beisebol forrado por pregos de trás da poltrona. Havia algo escrito no bastão: "para recepcionar um bom amigo, use sempre isto".

Os passos detrás da porta aumentavam em grande velocidade e força. Até que, em dado momento, três socos na porta puderam ser ouvidos com total esplendor.

[~blam! ~blam! ~blam!]

Eram verdadeiras porradas na porta. Após elas, o Dighin se levantou de onde estava sentado e ficou de pé, olhando para o Lukurin e para a porta. A Jessyn e a Hakerin estavam abraçadas em um canto da sala, morrendo de medo. Na outra extremidade do lugar, próximo à mesa, estavam a Lady A, a Erica e a Bynha, apenas olhando com seriedade para o Dighin.

- Seja bem-vindo meu caro amigo!!!!! - gritou o Lukurin ao abrir a porta, com o bastão devidamente preparado para o grande movimento

Entretanto, logo após abrir a porta tudo que o Lukurin fez foi ficar parado. Pois à frente dele estava "Ele", que prontamente segurou o bastão e disse para o rapaz à sua frente...

- Eu sou o maior dos homens deste mundo. Eu sou quem caça, come a caça e cospe os ossos da caça no chão!

Após dizer isso, "Ele" apenas empurrou levemente o Lukurin que ainda estava paralisado. Um olhar torto na direção do Dighin deu o prenúncio da encrenca que estava por se iniciar naquele lugar.

- E então, Dighin? - disse "Ele" ao estalar os dedos das mãos - Vamos continuar com o nosso acerto de contas ou não?
- Claro que sim! - respondeu com seriedade o Dighin

Erica, Lady A e Bynha estavam perplexas coma visão de "Ele" na frente delas...

- Ele é alto... - disse a Erica
- Ele é forte... - disse a Lady A
- hehehehehe... Ele é fofo como um urso de pelúcia!!! Quero abraçar ele!!!! - disse a Bynha

[... continua...]

~ próximo capítulo em 28/01/2014 ~

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Um pouco sobre o autor do NETOIN! Mais!
Carlírio Neto
Carlírio Neto, uma pessoa que aprecia as coisas mais simples que a vida pode oferecer. Gosta das culturas japonesa, brasileira e latino-americana. Aprecia passeios e uma boa leitura. Gosta de lançar seus contos e histórias para o mundo ver e, quem saber, poder algo delas publicar algum dia. Prazer em conhecê-lo, nobre visitante.

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